Canil Casa de Lôas
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| O Cão e a Poesia |
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Cão do pastor Viriato
Largo de espadoas, de olhos carrancudo, Braz Garcia de Mascarenhas, O Viriato Trágico, Lisboa, 1640.
Que bom seres português,
A.C.
No seio da Natureza, Nas maresias da serra
Desta portuguesa terra...) A.C.
Tu és um português nato, Ó Cão da Serra da Estrela! Hermínio como a ovelha, Genuíno como Viriato... Nobreza que vem de antanho, Seja em casa ou no rebanho, Tu és um português nato!
A.C.
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- Que macio é teu pêlo,
Ó Cão da Serra da Estrela! Quando o arrebol enregela E se apaga o sete-estrelo, Rebanho e pastor despertam E contigo se completam... - Que macio é teu pêlo!
A.C.
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Quando olhas para mim,
Ó Cão da Serra da Estrela, Tua origem estou a vê-la: Das penedias sem fim, Das proezas de Viriato, Eu vejo em ti o retrato Quando olhas para mim.
A.C.
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De quem são esses domínios
Ó Cão da Serra da Estrela? De quem a serra mais bela, Outrora os Montes Hermínios? «São de Viriato e teus», Foi assim que disse Deus De quem são esses domínios. A. C.
Como és bom para as crianças,
Ó Cão da Serra da Estrela! A cabeleira que anela (Ou que se sujeita em tranças) Tu proteges ao brincar... Cão da serra, cão do lar, Como és bom para as crianças! A.C.
És maior que a tua fama
Ó Cão da Serra da Estrela. No pasto, na quinta, à trela, A excelência te reclama! Famoso seja onde for, Cão do Hermínio Maior És maior que tua fama A.C.
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